Desenvolvimento Rural

Agricultoras familiares se destacam em vendas pelo PAA em Goiás

Foto: Paulo H Carvalho / Ascom Sead

No interior de Goiás, nas fazendas associadas à Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Luziânia (Cooperluz), as mulheres é que são as responsáveis pelo acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) desde 2010. Agora, elas comemoram a garantia de venda das hortaliças, legumes e frutas por mais esse ano. Toda a produção é cultivada com a ajuda dos filhos e maridos.

A compra desses gêneros alimentícios é feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), uma ação que funciona em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead). O contrato dessa vez alcançou o valor de R$ 200 mil.

Ao todo, são 110 agricultoras cooperadas. Edite Lopes do Carmo, de 60 anos, é uma delas. Ela mora com os filhos em uma propriedade de 18 hectares, onde a família produz de tudo um pouco. Viúva, ela conta que consegue manter o trabalho no campo graças à comercialização garantida pelo programa: “Tudo mudou por aqui depois do PAA. A gente perdia os alimentos, porque não dava conta de consumir o que foi plantado e não tinha entrega. A gente também queria comprar as coisas e não tinha jeito. Com dinheiro, consegui minha máquina de costura, jogo de sofá e tudo que precisava para trabalhar na fazenda”, explica, ao falar das conquistas.

Para a presidente da Associação de Mulheres Exercendo Cidadania (AMEC), Ivanilde da Costa, garantir mais esse ano de entrega para o PAA é garantir a independência das colegas. “Vejo as mulheres mais felizes porque conseguiram melhorar suas casas e comprar o que sonhavam. Elas trabalham com mais entusiasmo, é um espaço nosso conquistado e somos remuneradas. Temos mais prazer em fazer o trabalho e isso não pode parar”, ressalta ela.

A Cooperluz tem 357 agricultores associados, entre homens e mulheres, com a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) em dia. O presidente do grupo, Luciano Andrade, explica porque direcionou o PAA aos cuidados do grupo feminino: “Fizemos o PAA 100% de mulheres justamente para valorizar a agricultora, que também cuida da casa e era discriminada. A cooperativa paga exclusivamente à ela, com cheque em mãos. Vimos uma evolução muito grande com a mulher administrando o recurso, ela sabe muito bem o que fazer de melhor com ele”, afirma.
Em 2017, os alimentos cultivados sob a liderança dessas mulheres serão consumidos na rede escolar municipal e a grupos familiares de Luziânia, Cristalina e Cidade Ocidental, todos no Entorno do Distrito Federal.

Sobre o PAA

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma ação do Governo Federal para colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza no Brasil e, ao mesmo tempo, fortalecer a agricultura familiar. Para isso, utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações.

Parte dos alimentos é adquirida para a formação de estoques estratégicos e distribuição à população em maior vulnerabilidade social. Os produtos destinados à doação são oferecidos para entidades da rede socioassistencial, nos restaurantes populares, bancos de alimentos e cozinhas comunitárias e ainda para cestas de alimentos distribuídas.

A compra pode ser feita de forma direta, sem licitação. Cada agricultor pode acessar até um limite anual e os preços não devem ultrapassar o valor dos preços praticados nos mercados locais. Para mais informações, acesse aqui.

 

Fonte: MDA

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