Cultura

Cultura terá papel decisivo na recuperação da economia

Em meio às dificuldades da economia brasileira, a cultura terá papel fundamental para a geração de novos empregos e a superação da crise. A avaliação é do ministro da Cultura, Roberto Freire, que participou do programa É Notícia, apresentado pela jornalista Amanda Klein e exibido na madrugada da terça-feira (7) pela Rede TV!.
“A cultura tem uma dimensão muito maior do que a simples expressão de uma identidade nacional”, destacou Freire. “Essa experiência [à frente do ministério] me dá condição de entender hoje, mais do que nunca, que a cultura não é algo que pode ser considerado supérfluo. Cada vez mais, há uma participação de fundamental importância na economia. Temos uma discussão sobre a contribuição e o papel da economia da cultura no mundo”, afirmou.
Essa experiência [à frente do ministério] me dá condição de entender hoje, mais do que nunca, que a cultura não é algo que pode ser considerado supérfluo” (Foto: Reprodução)
O ministro destacou o dinamismo do setor cultural em um momento de forte recessão da atividade econômica. “O Brasil tem de começar a entender que a cultura passou a ser uma categoria de fundamental importância, inclusive para enfrentar a crise”, afirmou Freire. “E tem esse aspecto de produzir, gerando renda e emprego, com maior dinamismo e facilidade. O mundo está cada vez mais ligado na cultura, no lazer, no entretenimento, no turismo. A cultura tem de ser entendida como algo que ajuda a expandir a economia”, ponderou.
Roberto Freire citou como exemplo o carnaval brasileiro, que movimenta o turismo, o comércio e gera emprego e renda em diversas cidades do País. “Não são apenas os dias de desfile. É uma atividade anual, com escolha de samba-enredo, ensaios, toda uma infraestrutura de trabalho, uma atividade econômica que funciona durante todo o ano. Isso não é uma economia qualquer, é um grande mercado”, disse o ministro.
Atenção à leitura
Durante a entrevista, Freire também falou sobre a atenção especial dada à leitura por sua gestão no Ministério da Cultura. “A preocupação [do MinC] tem de ser bem maior do que apenas patrocinar shows. Tem de fazer isso, mas também buscar novas linguagens e aquilo que foi um pouco relegado. O Brasil continua sendo um país que lê pouco. Incentivar a leitura é fundamental. Isso faz parte da cultura”, afirmou.
O ministro voltou a defender a necessidade de mudanças na Lei Rouanet – que, segundo ele, é um “mecanismo muito importante” que foi “demonizado” nos últimos anos. “Ocorreram alguns desvios, não por causa da lei, mas para muitos isso pareceu ser algo generalizado”, lamentou. “A política cultural do País não pode prescindir de uma lei de incentivo à cultura. A lei precisa de alguns ajustes, de uma reforma, mas tem de continuar. Estamos resolvendo esse problema por meio de instruções normativas internas do ministério”, informou.
Fonte: Fábio Matos, Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura
A Federação Goiana de Municípios neste contexto enfatiza a importância do município em investir na cultura, pois esta é uma maneira de reforçar e movimentar a economia local.
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